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Formas de contaminação do santuário


Como o pecado era transferido para o santuário?

Há várias teorias:

Contaminação automática - A maioria dos cristãos crê nisto hoje. No momento do pecado ele contamina automaticamente o santuário;

Moraldi - explica apenas que contamina automaticamente, mas não diz como (automático);

Milgrom - diz que o pecado tem um atributo que faz com que voe pelo ar (aéreo);

Levine - Diz que o pecado tem uma magia demoníaca (mágica);

Heppenstal - Adventista, acha que o pecado vai para o santuário quando é escrito nos livros do céu, registrado (registro). Quando é escrito com sangue no canto do altar;

Todas estas são variações da mesma teoria;

Não combinam com o pensamento ASD;

Transferência pelo Sangue

Lv 4 - Imposição das mãos sobre a oferta. Em cada vez que a oferta é oferecida, colocava-se a mão sobre a cabeça do animal, simbolizando a transferência do pecado. Vejamos alguns exemplos.

Lv 16:21. Está implícito. Aqui está se referindo ao bode Azazel, que não pode ser associado à remissão. Apenas aclareia a questão da transferência, que ocorria em todos os outros sacrifícios. Aqui temos o dia da expiação. Havia a transferência do pecado do pecador para o animal. Quando o animal morria, o pecador estava livre da condição que tinha antes, mas o sangue do animal, carregado com os pecados, era levado para o santuário, contaminando-o.

Lv 10:17. Outro exemplo. Os sacerdotes, ao comerem a carne do animal sacrificado, o pecado era transferido para ele. Isto nos leva a outra pergunta: havia duas maneiras pelas quais o pecado podia ir para o santuário.

Lv 4:3 e 13 - refere-se aos pecados cometidos pelo sacerdote ungido e/ou por toda a congregação.

Aqui vemos o sangue sendo levado para dentro do santuário. Ninguém comia a carne, tudo era queimado. Lv 4:22 e 27 - Refere-se a um príncipe e um pecador comum.

Confessavam, o animal era morto, mas o sangue não era levado para dentro do santuário. Era derramado na base do altar. O animal parcialmente comido pelo sacerdote.

Porque a diferença? Porque algumas vezes era aspergido e outras vezes era comido? Como podemos dizer que havia a transferência de todos para o santuário? No primeiro ponto, inclusive o sacerdote estava incluído. Como ele carregaria o pecado se ele mesmo estava envolvido no pecado? No segundo caso, o sacerdote não estava envolvido no pecado. Nestes casos o sangue era derramado na base do altar. O altar fazia parte do santuário o que indiretamente caracteriza a transferência. Quando o sacerdote comia, passava a carregar o pecado nele mesmo, assumia a posição do pecador. Quando o sacerdote oferecesse um sacrifício por ele mesmo, aí sim esses pecados seriam definitivamente colocados dentro do santuário. Lv 6:25 -30 - deixa isso claro. Havia o momento específico em que o sacrifício era inteiramente queimado.

Havia duas ocasiões em que o pecado era ILEGITIMAMENTE TRANSFERIDO, transferido imediatamente para o santuário.

Lv 20:2, 3 - O sacrifício humano contaminava automaticamente o santuário. Era tão revoltante para Deus que causava a contaminação automática. Para eles não havia perdão.

Nm 19:13 e 20 - Aquele que tocava um cadáver e não se purificava. A pessoa imunda que não aceitava ser purificada. Nesses casos também havia a contaminação automática.

Esse tipo de contaminação ilegítima ia diretamente para o lugar santíssimo e era purificado somente no dia da expiaçÃo. Somente o santuário era purificado, mas não a pessoa perdoada. A pessoa era cortada da congregação.

Todos os opositores da doutrina do santuário afirmam que o sangue contamina e o sangue purifica.

A questão é: contamina o que: a pessoa ou o santuário?

No caso do pecado de mão levantada, era contaminados a pessoa e o santuário.

Outra questão é: o sangue limpa o que?

No pecado comum, o sangue limpava a pessoa e transferia o pecado para o santuário, que mais tarde seria purificado no dia da purificação. Aqui está o erro deles. O santuário não era limpo diariamente ou continuamente, mas apenas uma vez por ano. A pessoa poderia ser purificada diariamente, mas o santuário só uma vez por ano.

Outra evidência de que os pecados eram transferidos diariamente para o santuário está em:

Lv 16:16, 21 - Isto mostra que todos os pecados que foram cometidos durante o ano estavam no santuário ainda. Os serviços diários não foram capazes de purificar o santuário, pois isso só seria possível no Dia da Expiação.

No dia a dia, o pecado era limpo mas não esquecido. No Dia da Expiação a pessoa deveria decidir se queria continuar limpo ou não. Só então é que era esquecido para sempre. Da mesma forma será até o final. Poderemos escolher permanecer com o pecado.

No dia a dia, o serviço ia de fora para dentro, mas no Dia da Expiação ia de dentro para fora (Lv 16:2, 3, 16, 18 - santuário (santíssimo), tenda da congregação (santo), e depois pelo altar. Está trazendo o pecado de dentro para fora.)



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