Até o momento Moisés tinha sido o único meio de comunicação entre Deus e seu povo. Como o mais manso de todos os homens (Nm 12:3), Moisés demonstrou um caráter nobre. Dava-se conta de que logo a proclamação da lei se fazia necessário ter um sacerdócio separado; o estabelecimento do tabernáculo o exigia. Isto pedia que houvesse um sacerdócio para mediar entre os pecadores e o Deus santo (Hb 2:17; 5:1-3), para servir de elo entre o santo e o profano. Além
disso o pacto havia feito de Israel "um reino de sacerdotes" (Ex 19:5,6), e esta vocação sacerdotal
da nação devia expressar-se oficialmente mediante a casa de Arão, como representantes do povo
(Nm 3:12; 8:17,18). Só os que tivessem sido consagrados como sacerdotes podiam representar o povo,
poderiam aproximar-se da sagrada presença do santuário. Deste modo, quando o sumo-sacerdote
intercedia ante Deus a favor do povo, o fazia em nome deles.
Tão importante quanto a estrutura do Santuário é o tema do sacerdócio. Todo o sistema de culto
centralizado no Santuário está baseado no princípio que o homem pecador não pode viver por si só
perante um Deus santo. Da mesma forma o pecado impede que o homem se aproxime de Deus livremente.
Precisa de um representante, um mediador, um intercessor. Os sacerdotes deviam ter uma especial
consagração a Deus e cumprir com as formalidades do culto. As vestes do Sumo Sacerdote (Lv 28)
eram ricas em simbolismo, um exemplo disso está no peitoral e as pedras de ônix.
As vestimentas seriam "para honra" a fim de elevar a função sacerdotal aos olhos do povo, para
que considerassem as ministracões sacerdotais com maior reverência. Esta vestimenta sacerdotal
também serviria para distinguir entre os sacerdotes. Além disso as vestimentas deviam ser um
recordativo permanente para os próprios sacerdotes de sua santa posição e das exigências que esta
os impunha de viver uma vida consagrada. 1Cr 4:1
As sagradas vestimentas eram para "formosura", a fim de harmonizar com a riqueza e o esplendor do
tabernáculo no qual deviam ministrar os sacerdotes, para destacar a "formosura da santidade"
(1Cr 16:29; Sl 29:2; 96:9). As formosuras da natureza indicam que o Criador é amante do belo, e
que lhe agrada a beleza no culto que lhe rendemos. As vestimentas do sumo-sacerdote não só eram
diferentes das dos sacerdotes comuns, mas sim também eram muito mais formosas. Utilizava-se ouro
em sua mesma textura e pedras preciosas as faziam brilhar. Tudo isto tinha o fim de que fossem
formosas e impressionantes. Estas vestimentas representavam o caráter de Deus, o qual devia
ser reproduzido nos corações e nas vidas de seu povo (Is 64:6; 61:10; Zc 3:3,4; Mt 22: 11;
Ap 19:8). O fato de que as cores e os materiais das vestimentas do sumo-sacerdote fossem os
mesmos que se usavam para o véu e a cortina da entrada do tabernáculo, sugere a lição de que
o caráter dos que rendiam culto, representado pelo sumo-sacerdote, devia harmonizar com o caráter
do santuário (Mt 5:48; 22:11-13).
O sumo-sacerdote devia levar uma vida tão santa que em relação ao seu casamento, devia casar
com uma virgem, não com uma viúva, nem tampouco casar com uma cuja reputação tivesse sido
manchada, pois isto desqualificaria seus filhos de seguir no ofício paterno. Lv 21
Animação em 3D (baixe plugin: aqui)

Nome: Sumo-Sacerdote
Área de Atuação: Lugar Santíssimo
Sua roupa: Um peitoral, uma estola sacerdotal, uma sobrepeliz, uma túnica bordada,
uma mitra e um cinto.
Ligação Espiritual: Cristo é nosso sumo-sacerdote Hb 4:14-15; 8:1-2.
O éfod: O éfod era considerado como a parte mais sagrada das vestimentas sacerdotais,
e se transformou em emblema do sacerdócio (1Sm 2:18,28; 14:3; 22:18). Este devia sustentar ao
"peitoral", as duas pedras de ônix, e o Urim e o Tumim (Ex 28:9,30). Era uma espécie de
colete, feito em duas partes: uma que cobria as costas e a outra o peito. Estas partes
estavam unidas nos ombros mediante "ombreiras" e na cintura por uma banda chamada "cinto de
obra primorosa", a qual, em realidade era parte integral do éfod. Rodeava ao corpo,
sustentando em seu lugar as duas partes do éfod.
Duas pedras de ônix: Existe certa diferença de opinião quanto à identificação desta
pedra. O problema se deve à palavra original. A septuaginta traduz "esmeraldas".
É provável que tenham sido de ônix, que era uma excelente pedra para gravar. No
Egito o anel real tinha o nome gravado de seu dono, mas no santuário havia escrito
nas pedras de ônix os nomes das tribos de Israel, 6 em cada lado, a pedra estava nos
ombros, Jesus leva nossas cargas através da pedra de ônix, disse ele: "...vinde a mim todos
os que estais cansados e eu vos aliviarei" Mt 11:18 e disse também: "Porque o meu jugo
é suave, e o meu fardo é leve". Mt 11:30
O Peitoral: O principal propósito do éfod era sustentar o peitoral, o qual ficava por
cima do éfod e era seu principal ornamento. Devia ser a parte mais brilhante e chamativa da
vestimenta do sumo-sacerdote. O chamava "peitoral do julgamento" (decisão), principalmente
porque servia para sustentar "o Urim e o Tumim", mediante os quais se consultava a Deus e por
meio dos quais ele revelava sua vontade ao povo. O peitoral era feito dos mesmos materiais do efod.
As 12 pedras: Quer dizer, os nomes das 12 tribos. Em cada pedra estava o nome de uma das
12 tribos. Estes nomes gravados ilustram o valor dos homens e mulheres para nosso Pai
celestial. Deus estima a seu povo como gemas preciosas do cofre de seu amor. Sua igreja é-lhe
como uma "noiva adornada com suas jóias" (Is 61:10). A igreja é seu "especial tesouro"
(Ex 19:5). O fato de que cada uma das 12 tribos estivesse representada por uma gema diferente
da outra, sugere que cada cristão tem sua própria personalidade, sua própria beleza à vista do
céu. Deus não espera que sejamos todos iguais. Honra-nos pelo que somos e pelo que podemos fazer
para ele. Pode haver diferença de experiência e de habilidades, "diversidade de dons",
mas sempre se manifesta o mesmo "Espírito" (1Cr 12:4-7). Que cada nome esteja gravado em uma pedra
separada parece sugerir também que Deus pensa em cada pessoa de seu povo como indivíduo e o
conhece, ama-o e o cuida, e o chama pelo seu próprio nome. (Sl 87: 5, 6; Is 57: 15; Mt 25:40,
45; Lc 15:3-10). O sumo-sacerdote levava os nomes de Israel "continuamente", a fim de que
sempre fossem lembrados por Deus. Nunca devia esquecer sua posição e sua
responsabilidade como representante deles. Da mesma maneira Cristo vive "sempre para
interceder" por nós (Hb 7:25), nos tendo esculpidos "em as Palmas das mãos" (Is 49:16).
Urim e Tumim: Estas palavras significam respectivamente "luz" e "perfeição".
Embora não seja referência específica ao Urim e ao Tumim por nome, Josefo fala do "brilho"
das pedras no peitoral do sumo-sacerdote, "brilho" que tinha deixado de ver-se fazia dois
séculos devido à iniqüidade prevalecente. Por meio destas duas pedras Deus fazia conhecer sua
vontade. Um halo de luz em torno do Urim era sinal da aprovação divina quanto aos assuntos
que lhe apresentavam, e uma sombra sobre o Tumim era evidência de sua desaprovação.
1Sm 23:9-12; 28:6; 30:7,8.
Uma campainha de ouro: As "campainhas" eram de ouro puro (Ex 39:25). Podiam ser ouvidas
pelo povo quando o sumo-sacerdote ministrava dentro do santuário (Ex 28:35). O tinido das campainhas
fazia que os que rendiam culto soubessem que ele estava oficiando em favor deles na presença de
Deus e os insistia a lhe seguir com seus pensamentos e suas orações, enquanto ele levava a cabo
as diferentes parte do ritual sacerdotal. O som das campainhas unia o sacerdote à congregação
no culto. Para destacar a importância deste elo entre o povo e seu representante, o castigo do
descuido era a morte (vers. 35). Por fé devemos conseguir ouvir o som das campainhas das orlas
das vestimentas de Cristo como nosso sumo-sacerdote (Rm 8:34; Hb 8:1,2).
Cordão de Ouro envolvendo a mitra: Esta prancha de ouro era o mais característico e
sobressalente da mitra. Estava colocada sobre a frente, atraindo desta maneira a atenção de
todos, possivelmente ainda mais que o peitoral. Sua posição fazia que fosse "o ponto
culminante de todo o adorno sacerdotal". Esta posição ressaltava mais e tinha mais significado
pela inscrição que levava: "Santidade a Jeová". Tais palavras davam ao povo o mais elevado
conceito da religião, e assinalavam seu objetivo supremo (Lv 11:44,45; Hb 12:14; 1Pd 1:15, 16).
Eram um constante recordativo de que, sem este elemento essencial, todas as formas do
culto seriam para Deus como uma brincadeira (ver Is 1:11-17). Quanto ao sumo-sacerdote,
ensinavam-lhe que seu ministério devia ter todo formalismo, porque seu propósito era a consagração
de sua própria vida. Esta é uma lição muito importante para os ministros de Deus hoje.
(Is 52:11; 1Pd 5:2,3). Os ministros que não vivem tendo em conta este fim, caem sob a mais
severa condenação do céu (1Sm 2:12-36; 3:11-14; 4:11).
A mitra: A mitra era um turbante branco que tinha aparência de uma corôa.
O Sacerdote (Ex 39:1-31)

Nome: Sacerdote
Área de Atuação: Pátio e Lugar Santo
Lições espirituais: Ap 1:6 "e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele,
glória e poder para todo o sempre. Amém!"
Ap 5:10 "e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra."
Ap 20:6 "Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não
tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.
|