Antes de tudo, para compreender de forma correta os símbolos, tipos e antítipos. Nos argumentos e
interpretações devem haver base sólida, as descobertas não podem ser fruto da coincidência ou
“eu acho”, não deve haver por parte dos sinceros pesquisadores da bíblia o "achismo".
Esse tipo de estudo nos fará entender não apenas que existe uma ligação entre os santuários
terrestre e celestial, mas abranger o sacerdócio de Cristo, no santíssimo.
Algumas perguntas interessantes poderiam ser feitas, como: "Porque o ministério de Jesus durou tão
pouco tempo aqui na terra? Apenas 3 anos e meio! O escritor americano Franck Rolbrook dizia que
quando ele era criança pensava assim: "Se Jesus é tão bondoso e ajuda as pessoas porque voltou para
o céu? O que de tão importante ele está fazendo lá? A resposta mais óbvia seria dizer que o seu
ministério não consistia apenas na terra, ele teria uma continuidade no céu, onde estaria executando
uma nova fase de seu ministério.
Pois bem, o santuário terrestre funciona como um “mapa” onde descobrimos os eventos que aconteceriam por meio
da intercessão de Cristo no santuário celestial, mas será que existe alguma argumentação teológica fundamentalmente alicerçada na palavra?
Percebamos pois:
O que é um Typós?
Significa um modelo ôco, uma forma ôca, uma forma, um molde. Ao se fazer um busto de alguém, primeiro
se faz um molde (typós) e só depois é que se faz o definitivo. Um modelo é algo concreto, real. No
entanto, está indicando algo muito mais complexo, grandioso, melhor, superior.
1) Representa uma realidade histórica;
2) É uma cópia do original.
3) É um modelo para outra cópia.
4) Typós corresponde ao antitypos. Jesus é o antitypos de tudo, e corresponde a todos os typós do
AT. Por esta razão ele usa sempre a expressão em grego (“dei”), significando “é necessário”
que se cumpra o modelo do AT. Nenhum outro ser humano poderia cumprir TODOS os typós do AT, como
Cristo cumpriu.
5) O antitypos transcende o typós. Jesus era muito maior que o typós. Era o segundo Adão, muito maior
que o primeiro.
Em Mt 12, ele afirma três vezes que era maior que o typós.
O QUE SIGNIFICA O TERMO TIPOLOGIA?
A doutrina do santuário está apoiada sobre dois pilares: tipologia e profecia. O Dr. Desmond Ford tenta
derrubar o pilar da tipologia, rejeitando que se possa estudar algo celestial baseado em algo
terreno. Tipologia é o estudo dos tipos.
Um tipo pode ser uma pessoa (Adão), um evento (Êxodo) ou uma instituição (Hb 8–9). Se entendermos
os elementos básicos do santuário terrestre, entenderemos os elementos do Santuário Celestial. Alguns
princípios de hermenêutica nos possibilitarão permanecermos fieis ao texto bíblico. Como saber se
algo/alguém é um tipo ou não? A Bíblia deve definir e classificar o tipo.
O Antigo Testamento mostra quais são os tipos, alguns são:
a) Santuário – Ex 25:9, 40.
b) Moisés é um tipo de Cristo – Dt 18:15-19
c) Davi como um tipo de Cristo – Muitos textos (Ez 37:24, 25 – Davi, como o príncipe eterno)
O Messias também sairia de dentro do Egito espiritual, do cativeiro espiritual, da peregrinação
espiritual. Jesus, o novo Êxodo, a nova libertação. Havia um decreto de morte no tempo de
Moisés, no tempo de Jesus também houve. Após a saída do Egito, houve uma peregrinação. Em
Jesus houve a peregrinação. Em Jesus houve o batismo, no Êxodo houve o mar vermelho. Após o batismo,
houve o deserto, após o mar vermelho houve o deserto também. No deserto Jesus cita que “está escrito”,
referindo-se à experiência que houve no deserto, comparando seu êxodo com o êxodo do povo de Israel,
mostrando que enfrentou as mesmas tentações que eles e venceu. Após o deserto, vem o sermão da
montanha, repetindo a lei, da mesma forma que Moises repetiu a lei após os 40 anos. Mateus não está
inventando, mas simplesmente aplicando aquilo que já havia.
O erro básico da igreja católica com respeito ao santuário, é encarar literalmente o que deve ser
simbólico. O incenso hoje não é literal, mas sim espiritual. O corpo de Cristo não é literal, mas
simbólico. O sacerdote não é mais literal, mas simbólico (Cristo no céu).
Fazendo um cruzamento dos versos bíblicos de Ex 25:9 com Hb 8:5 encontraremos o que desvendará nossa
questão quanto à existência de um santuário no céu.
Ao analisar o uso de “tabnit”, que é a palavra encontrada no verso de Ex 25:8 quando vemos um “modelo”,
podemos dizer que Moisés realmente deve ter visto um modelo do que deveria construir.
Primeiro em Ex 25:9 “Segundo tudo o que eu te mostrar para MODELO do tabernáculo e para MODELO de
todos os seus móveis, assim mesmo o fareis”.
Agora em Hb 8:5 diz: “os quais ministram em FIGURA e SOMBRA das coisas celestes, assim como foi Moisés
divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz ele: Vê que faças todas as
coisas de acordo com o MODELO que te foi mostrado no monte”.
Analisando apenas estes versos encontramos uma perfeita tipologia, uma ligação que nos mostra que o
santuário hebreu apontava realmente para o futuro e representava algo muito superior.
O verso de Ex 25:9 diz que o grande patriarca Moisés nada mais do que viu um MODELO do que Deus
mostrou como seria à sua compreensão, o santuário celestial, que na ocasião serviu como base para
construção do santuário terrestre, percebemos então que o TABNIT faz sentido, pois é um exemplo,
“uma figura formada por” ou a partir do original. Existe uma forte ligação entre a cópia e seu
original, são parecidos.
Além do mais a palavra Tabnit indica que existe uma peça original.
Existe uma perfeita comparação entre os santuários terrestre e celestial, como cópia de um projeto
original, só que o muito maior.
Certa vez quando começamos a trabalhar com as maquetes do santuário, possuindo todos
os utensílios e todas as partes que o compunham, os sacerdotes, os animais, os altares, os
compartimentos, inclusive a arca com tudo dentro, sendo uma maquete projetada numa escala 1:90, 90
vezes menor que o original, nos servia para dar aulas, apontava para o
verdadeiro tabernáculo construído no deserto. Não tivemos o privilégio de contemplar o original, mas pela pequena peça 90 vezes menor conseguimos compreender todos os serviços que aconteciam no verdadeiro, assim, foi com Moisés
que viu de acordo com a compreensão humana, dado por Deus também na linguagem humana, para que o
mesmo pudesse compreender, revelou-o para a construção de sua “maquete”. Lembremo-nos que estamos
falando de coisas celestiais nos quais o raciocínio e pensamentos humanos tornam-se pequenos e
incompreensíveis, não devemos então esperar que o santuário terrestre seja idêntico ao celestial.
Ainda sobre os tipos, é possível fazer uma identificação de vários deles na bíblia, Adão era um tipo de Cristo,
Melquisedeque foi um tipo de Cristo. Jesus Cristo é o antítipo de todas as coisas, Ele corresponde ao
tipo. Não havia um ser mais perfeito para ser antítipo do que Jesus Cristo, ele cumpriu todas as
profecias, todos os tipos, toda tipologia do santuário, em todos os seus aspectos, seus significados.
E assim como o antítipo é superior ao tipo, Cristo é superior ao santuário de Moisés.
Em Hb há a expressão "anagkaios" que em grego significa "necessidade", entendemos que haveria uma
necessidade de coisas superiores acontecerem, além, no céu. Hb 8:3; 9:23
Antítipo significa “correspondente a”. Assim, o santuário de Moisés é o tipo e Cristo é o antítipo, o
cumprimento. Então perceba o que acontece, o autor de Hebreus usa expressões como Hb 8:3-5 e 9:23-24
dizendo "necessário", ou seja, se é necessário no tipo, é necessário no antítipo também.
Percebemos também uma continuidade de Lv para Hb.
Tipo que é "figura formada por", e Antítipo, que é "correspondendo a", tente imaginar logicamente as
coisas encaixando, Tipo foi formado de acordo com uma figura formada por um original que é o
santuário verdadeiro, o celeste. O Antítipo aparece como Jesus, cumprindo todos os correspondentes,
correspondendo ao santuário hebreu. 8:5; 9:24
Ainda em Hb 8:5 e 9:24 encontramos as palavras gregas "upodeigma" e "skia" que significam
respectivamente "cópia" e "sombra". Nos vem a pergunta: cópia de que? onde está o original? e também
sombra de que? Qual foi o projeto original que projetou essa sombra? Entende-se que a cópia, só pode
ser de algo superior, o santuário celeste. A sombra é realmente um aspecto muito interessante, quando
nos fala que é uma pálida idéia de algo muito superior.
Se a sombra era tão importante, imagine a realidade. Se o diabo detestava a sombra no AT,
imagine a realidade no NT. O diabo tem atacado esta realidade.
Segundo o Dr. Timm, as vestes produzidas por Adão e Eva e as peles providas pelo Senhor representam o
conflito entre justificação pelas obras e a justificação pela fé.
De todos os altares construídos nenhum tinha significado tipológico tão profundo como o de Gn 22.
Isaque simboliza o sacrifício substituto de Jesus por toda raça humana.
Abraão simboliza Deus, que deu Seu Filho. Até o sacrifício Isaque simboliza Jesus. Depois da substituição Isaque simboliza a raça humana e o cordeirinho simboliza Jesus.
2Cr 3:1 Temos a prova de que o Santuário foi construído sobre o monte Moriá, tempos depois de
Abraão ter realizado o grande feito de fé, hoje, segundo alguns acreditam (próprios judeus)
o local de Moriá é palco das 3 maiores religiões do mundo atual: cristianismo, islamismo e judaísmo.
Que bom é saber que Jesus foi o maior de todos os tipos, pois a maioria dos eventos, pessoas,
lugares etc... apontavam para Ele, tudo foi cumprido fielmente nEle.
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